Datação radiométrica

Datação radiométrica

 - As suposições
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Datação radiométrica – Uma breve explicação
A datação radiométrica é o principal esquema de datação utilizado pelos cientistas para determinar a idade da terra. Técnicas de datação radiométrica se utilizam da deterioração natural dos radioisótopos. Um isótopo é um de dois ou mais átomos que possuem o mesmo número de prótons em seus núcleos, mas um número diferente de nêutrons. Radioisótopos são isótopos instáveis: eles decaem espontaneamente (emitindo radiação no processo - assim tornando-os radioativos). Eles continuam a decair ao passar por vários estados de transição, até que finalmente alcancem a estabilidade. Por exemplo, o urânio-238 (U238) é um radioisótopo. Ele vai espontaneamente decair até que passe a ser chumbo-206 (Pb-206). Os números 238 e 206 representam a massa atômica desses isótopos. O radioisótopo urânio-238 passa por 13 fases de transição antes de se estabilizar em chumbo-206 (U238> Th234> Pa234> U234> Th230> Ra226> RN222> Po218> Pb214> Bi214> Po214> pb210> Bi210> Po210> Pb206). Neste caso, o urânio-238 é chamado de "isótopo-pai" e chumbo-206 é chamado de "isótopo-filho". Ao medir o tempo que leva para um elemento instável se decompor em um elemento estável e ao medir a quantidade de isótopo-filho produzida pelo isótopo-pai em uma amostra de rocha, os cientistas acreditam que são capazes de determinar a idade da pedra. Essa crença é baseada em três suposições.

Datação radiométrica – As suposições
Muitas das idades obtidas por técnicas de datação radiométrica são altamente divulgadas. No entanto, as suposições fundamentais que fazem parte desse mecanismo não são. Aqui estão as três suposições principais para sua consideração:

  • A taxa de decaimento permanece constante.
  • Não houve contaminação (ou seja, nenhum isótopo-filho ou elementos intermediários foram misturados ou introduzidos à amostra de rocha).
  • Podemos determinar a quantidade inicial do isótopo-filho (se assumirmos que inicialmente não havia nenhum isótopo-filho, mas mesmo assim ele estava presente na formação da rocha, a rocha teria uma aparência superficial de idade). São estas suposições fundamentais razoáveis? Descobertas recentes aparentam indicar que, apesar de nós mesmos não termos sido capazes de variar por muito a taxa de decaimento no laboratório, essas taxas podem ter sido aceleradas no passado não observável [1].
Se este fosse o caso, a primeira suposição seria considerada razoável. Isso completamente viraria de cabeça para baixo a nossa atual visão padrão da história da Terra. Dr. Carl Wieland resume as descobertas recentes: "Quando o urânio decai ao chumbo, um subproduto desse processo é a formação de hélio, um gás muito leve e inerte que facilmente escapa da rocha. Certos cristais chamados de zircões, obtidos pela perfuração de granitos muito profundos, contêm urânio que tem parcialmente deteriorado em chumbo. Ao medir a quantidade de urânio e 'chumbo radiogênico' nestes cristais, pode-se calcular que, se a taxa de decomposição foi constante, cerca de 1,5 bilhões ano devem ter passado. (Isso é consistente com a ‘idade’ geológica atribuída ao granitos nos quais estes zircões são encontrados.)

Existe uma quantidade significativa de hélio desses '1,5 bilhões de anos de decadência' ainda dentro dos zircões. Isto é à primeira vista surpreendente, devido à facilidade com que se esperaria que o hélio (com seus minúsculos e leves átomos incapazes de reagir) escapasse dos espaços dentro da estrutura cristalina. Mal deveria existir qualquer sobra porque, com um acúmulo tão lento, essa substância deveria estar escorrendo constantemente e nunca acumulando. Tirar conclusões baseadas no que acabamos de discutir acima depende, naturalmente, da medida da velocidade com que o hélio vaza dos zircões. Isto é o que uma dissertação recente do projeto RATE [2] estuda. As amostras foram enviadas ... para um especialista a nível mundial de como medir essas taxas. A resposta consistente: o hélio de fato vaza rapidamente em uma ampla variação de temperaturas. Na verdade, os resultados mostram que, devido à quantidade de hélio ainda presente nos zircões, esses cristais (e já que esta é uma caverna de granito pré-cambriano, o significado implícito é toda a terra) não podiam ser mais velhos do que entre 4.000 e 14.000 anos. Em outras palavras, em apenas alguns milhares de anos, o equivalente a 1,5 bilhões de anos (nas taxas atuais) de decaimento radioativo teria acontecido. Curiosamente, os dados desde então têm sido aperfeiçoados e atualizados para dar uma data de 5680 (+ / - 2000) anos."[3]

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Notas de Rodapé:

  1. D. Russel Humphreys, Steven A. Austin, John R. Baumgardner, Andrew A. Snelling, Helium Diffusion Rates Support Accelerated Nuclear Decay; Artigo disponível online: http://www.icr.org/research/icc03/pdf/helium_ICC_7-22-03.pdf.
  2. O projeto "RATE" significa "Radioisótopos e a Idade da Terra" em inglês: "Radioisotopes and the Age of The Earth"
  3. Carl Wieland, RATE Group Reveal Exciting Breakthroughs, 2003


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